7 meses... o tempo parou por aqui, a partir do momento em que volto uns posts abaixo nesta página confirmo que há realmente coisas que se mantém. Os sentimentos em relação às linhas que escrevo há anos... desesperança!
Nos últimos dias conheci uma pessoa... uma pessoa diferente, ahah! A diferença faz-nos impressão. Incomoda-nos por ser algo tão incomum... algo que até desejamos no mais intimo de nós, mas escolhemos apagar. Adormecer. Esquecer. Não mexer para não despertar todos aqueles medos e sentimentos de solidão.
Sinceramente, nunca tive medo de estar sozinha. Acho sempre que a melhor coisa é ter tempo, para estar no meu próprio tempo. Mas... isto muda quando aparece alguém no teu ouvido a dizer: "Eu conheço-te! Sei do que és feita e do que precisas!", ahahah! Sim, estas pessoas até podem existir, mas estão sempre tão longe... interessante não!? Encontras alguém que te percebe e continuas na solidão, ahaha! Enfim...
Durante muito tempo deixei de falar de sentimentos. De destino. De almas. De pessoas e vidas ideais. De desejos e até daquilo que me melhor me caracteriza... sonhos! Acho ridículo alguém chegar perto de mim e me dizer: "Não negues a tua natureza. És sonhadora e precisas de amor!" e eu não poder admitir que esta pessoa tem razão... porque doí admitir que o obvio é inegável e não pode ser tocado, por fazer doer todas as dores mais profundas. Afe, que lamechice meu deus!
Talvez eu seja tudo isso. Talvez eu seja. Mas não quero ser, nem serei! Porque enquanto tiver consciência irei negar uma natureza que me torna ridícula. Frágil. Dorida e uma criatura fraca.
Um dia haverá alguém que queira trabalhar o tempo suficiente para me mudar e me fazer perder os medos? Talvez! Mas duvido com cada fibra do meu ser que ela exista ou esteja disposta a trabalhar este trabalho em particular!

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