sexta-feira, 14 de julho de 2017

Cartas#6 - A minha saudade de ti...

"A minha saudade de ti. Aquela que dói cada vez mais por confirmar que não posso ter-te comigo. Dizer-te o quanto o teu abraço apertado me fazia pertencer a algo melhor. Algo puro. Tão puro como tu. Simples. Especial. Sempre foste assim… mesmo com a distância. A maldita distância que deixou de existir no primeiro momento em que nos vimos. E em todos os dias que no meio da rua vinhas do meu lado e me abraçavas de lado, “obrigando-me” a responder de forma automática àquele abraço, de onde eu não sentia necessidade de sair. E se fosse agora não sairia mais de lá. Se tivesse só mais 5 minutos. Apenas 5. Ficaria em silêncio a ouvir o teu coração bater… o mesmo que te levou. Ficava a ouvi-lo com calma e naquele abraço só teu deixava-me estar até ires embora de novo… 

Gostava de poder dizer-te que a minha alma é tua. Gostava de me sentar ao teu lado e dizer-te em como a minha alma escolheu a tua. Gostava de dizer-te que desde sempre compreendia a tua dor. Mesmo pequena sentia-o ao olhar para ti. Talvez nos teus silêncios entendia que eramos iguais. Errados do resto mundo. Independentes. Diferentes. Incompreendidos. Cheios de amor para dar. Cheios de carinho pelas pessoas. E como eras bom com as pessoas. O teu jeito particular de fazer as pessoas rir. A simplicidade com que as pessoas se sentiam confortáveis perto de ti. Gostava de poder dizer-te que agora estou na tua pele. Compreendo-te uma vez mais. Porque não me encontro em lugar nenhum. Sinto-me errada. Meio perdida e em busca de alguém me salve. Não sei gritar. Nunca te vi gritares em socorro. Fazia-lo em silêncio. E o meu silêncio grita tal como os teus faziam a cada vez que ias embora e voltavas com todos os teus erros nas costas. 

Não acredito no amor, sabes?! E tu sabias amar na perfeição! Não acredito nos homens. Nas relações entre pessoas que enchem a boca para falar de amor pelo outro. Embrulha-me o estomago. Mas acredito… tenho a certeza que te amei. Continuo a fazê-lo e irei certamente fazê-lo até ao dia que voltarei a encontrar-te no meio das nuvens. Estás comigo em cada passo. Em cada conquista. Em cada música. Em cada memória a que me agarro com todo o mundo de perder. Agora me lembro… disseste-me uma vez para ser feliz, ahahah. Disseste-me “Deixa estar! Não gostas dele? Então deixa estar e vai ser feliz!”. 

Agora percebo que acreditavas. No amor. Em mim. E no fundo em ti mesmo… porque tiveste a capacidade de te salvares. Mesmo que forma errada. Mesmo que incompleto e incompreendido. Recorreste à salvação. E na minha mente e no meu coração fraco, salvo-te todos os dias e deixo-te estar por perto. Odeio a distância. Deixo-te estar comigo… o mais perto possível. "

quarta-feira, 12 de julho de 2017

#Hoje - O motivo da minha ansiedade...


"Descobri o motivo da minha ansiedade. Não, não és tu em particular, mas sim quem me fazes lembrar!

Fazes-me lembrar alguém que me libertou e me aprisionou a uma dor que nunca pensei sentir. 
Toda aquela coisa de me compreender na perfeição. De me tratar com carinho e com aquela delicadeza que me fazia sentir uma Mulher!

Descobri o motivo da minha ansiedade. Aquele sentimento de perda. Aquela agonia dentro do meu peito que me prendia a respiração todos os dias quando me levantada de ressaca, estômago vazio e a garganta apertada. 

E cada palavra que dizes essa ansiedade vem. Vem de um lugar que estava tão adormecido e quase, quase morto. 

As palavras doces. Suaves. Delicadas. Engraçadas. E que infelizmente me deixam voltar a sonhar com hipóteses, com esperanças e me enchem o peito de novo de dor. Por saber que tal como a outra pessoa à qual te pareces, não passas de uma linda miragem, que apareceu para me atormentar. 

Descobri o motivo do aperto que sinto no meu peito neste momento. Um fantasma. Uma imagem linda e tão ténue de alguém que um dia pensei... e me deixou na m*rda tantos dias... até lhes perder a conta e querer sim substituir o amor, por amargura e indiferença.

Descobri o motivo da minha ansiedade.... O medo da repetição de sentimentos..."

#ComoEuVejo - Géneros!


De: 21/11/2016
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E eu pensei: "Num mundo de Homens, ser Mulher é um constante desafio!"

Acho que nós Mulheres não paramos muito para pensar nisto. Em todos os desafios que temos de enfrentar todos os dias.
Em todas as coisas que fazemos sem que as pessoas parem um segundo para valorizar pelo menos a ação de esforço!

Nas coisas que o nosso corpo é capaz de criar desde o prazer, ao desenvolver de um ser humano.. Já alguma vez pararam para pensar num cérebro? Em como ele é formado?
Aposto que não perdemos muito tempo a pensar nisso. Mas e que tal pensar nisto assim... Um cérebro demora 9 meses a ser formado... e como é possível um corpo gerar outro corpo, com órgãos que irão funcionar de forma perfeita.
As Mulheres são capazes de "criar" cérebros, meu!
E isto, é sim algo extraordinário e algo que só as Mulheres conseguem! 

Tenho discutido o valor das Mulheres, curiosamente, com alguns Homens e todos dizem o mesmo "As Mulheres são fantásticas!"; e sim somos (real, oficial!) mas então porque temos de provar constantemente aquilo que valemos?
Porque temos de estar sempre em luta connosco e com o mundo para que nos entendam?
Porque não podemos ser vistas de forma igualitária em determinadas profissões?
Porque não somos ouvidas e respeitadas da mesma forma?
Pois, ninguém sabe responder! 

Não sou feminista, assumo!
Acho ridículo termos de lutar contra o mundo para ser compreendidas, ponto!
Não temos de estar constantemente a dizer ao mundo que temos os mesmos direitos, que temos de ter as mesmas oportunidades, que temos de ser diferentes de A ou B porque trabalhamos mais que C ou D.
Os direitos quer da Mulher, quer de qualquer ser humano, deve ser posto em causa e não "precisa" ser defendido por comunidades! Temos capacidade que chegue para nos defendermos sozinhas, tomar decisões e até de "comandar" o que quer que seja!

Não vejo a necessidade de feminismos para SER ou DEFENDER as coisas tal como são! 

Acho que tanto os Homens como o restante mundo sabe que o papel das Mulheres é único.

Que todo o poder que temos é transcendente, só por termos a capacidade de ser quem quisermos, porque conseguimos ser muitas pessoas ao mesmo tempo e fazer outras tantas!

Sem feminismo. Sem sensibilidades. Fragilidades. Questões ou dúvidas. Cada um pode ser o que entender ser. O que entender que trará tranquilidade.

No fundo, a distinção de géneros só deveria ser vista à luz da imagem física... porque direitos, ações e tudo resto é igual para todos nós!
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terça-feira, 11 de julho de 2017

#Sobre - Desesperança!


7 meses... o tempo parou por aqui, a partir do momento em que volto uns posts abaixo nesta página confirmo que há realmente coisas que se mantém. Os sentimentos em relação às linhas que escrevo há anos... desesperança! 

Nos últimos dias conheci uma pessoa... uma pessoa diferente, ahah! A diferença faz-nos impressão. Incomoda-nos por ser algo tão incomum... algo que até desejamos no mais intimo de nós, mas escolhemos apagar. Adormecer. Esquecer. Não mexer para não despertar todos aqueles medos e sentimentos de solidão. 

Sinceramente, nunca tive medo de estar sozinha. Acho sempre que a melhor coisa é ter tempo, para estar no meu próprio tempo. Mas... isto muda quando aparece alguém no teu ouvido a dizer: "Eu conheço-te! Sei do que és feita e do que precisas!", ahahah! Sim, estas pessoas até podem existir, mas estão sempre tão longe... interessante não!? Encontras alguém que te percebe e continuas na solidão, ahaha! Enfim... 

Durante muito tempo deixei de falar de sentimentos. De destino. De almas. De pessoas e vidas ideais. De desejos e até daquilo que me melhor me caracteriza... sonhos! Acho ridículo alguém chegar perto de mim e me dizer: "Não negues a tua natureza. És sonhadora e precisas de amor!" e eu não poder admitir que esta pessoa tem razão... porque doí admitir que o obvio é inegável e não pode ser tocado, por fazer doer todas as dores mais profundas. Afe, que lamechice meu deus! 

Talvez eu seja tudo isso. Talvez eu seja. Mas não quero ser, nem serei! Porque enquanto tiver consciência irei negar uma natureza que me torna ridícula. Frágil. Dorida e uma criatura fraca.

Um dia haverá alguém que queira trabalhar o tempo suficiente para me mudar e me fazer perder os medos? Talvez! Mas duvido com cada fibra do meu ser que ela exista ou esteja disposta a trabalhar este trabalho em particular!