quinta-feira, 31 de março de 2016

ConselhosdeEscrita - "Just do It" (update)


"Se tivesses a oportunidade de fazer aquilo que mais te dá prazer, escolherias fazê-lo por tua conta e risco ou irias estudar essa coisa?"

Há uns dias um amigo fez-me esta pergunta, ao qual respondi que sim, que iria atrás de um sonho ou de um risco por minha conta e risco se fosse algo certo ou quase certo!
Mas, depois de toda a conversa, mais uma vez recuei no tempo e confirmei que com a idade não deixamos de correr riscos, apenas ponderamos mais, pensamos mais, pesamos mais as consequências... porque a sociedade e toda uma conjuntura nos obriga a pensar sempre duas vezes antes de fazer o que quer que seja, porque "tudo tem um risco Mariana!", "Pensa nas consequências dos teus atos, porque depois tens de arcar com eles!"; e o quanto já ouvi isto! 

Até ao ponto onde me encontro ainda não tive de tomar muitas decisões. No entanto, a maioria das que já fiz foram todas (essencialmente todas) tomadas de forma impulsiva e sem pensar nas consequências. Algumas não funcionaram e outras obviamente haveriam de funcionar, como qualquer lógica de funcionamento do planeta!

Mas remeto-me sempre para algo que ainda não consegui definir... se sou eu que sou infantil demais, se tenho algum tipo de perturbação mental (provavelmente esta seria a resposta!) ou se simplesmente tenho desejo de viver a vida sem me importar minimamente com aquilo que pode surgir no futuro! 

E isto remete-me para uma conversa que tive, também esta semana, com outro amigo no qual este me disse: "Não quero fazer isso porque no futuro não vai dar certo!" ao qual lhe respondi: "Mas tu não sabes como será o futuro! Ninguém prevê o futuro! Porque sabes? O futuro é já!" ao qual ele me respondeu: "Sei sim.. sei o MEU futuro e sei que não dá certo. Por isso nem quero tentar!".

E aqui sim, aqui vemos como as pessoas têm medo dos riscos. Que pesam demasiado as consequências, os "se's" e os "mas". Esquecendo-se que mais tarde estas expressões serão trocadas por expressões mais pesadas como "porque não fiz isto ou aquilo", "podia ter arriscado", "não devia ter deixado isto, aquilo ou aquela pessoa escapar"; ou então sou só eu que penso assim e o resto das pessoas não vive em arrependimentos (adianto já que isto pralém de não existir, é algo que não acredito!).

Digamos que, mais uma vez (e estou a tornar-me repetitiva), pensar demasiado nas coisas será sempre algo errado, ponto! 

Mas voltemos àquela definição de mim mesma que ainda não descobri; não sei ao certo se foi com a idade ou se foi alguma da pancada que já apanhei da vida e das pessoas, mas cada vez me preocupam menos as consequências das coisas, daquilo que faço, daquilo que digo, das coisas que não faço e até daquelas que não digo! Porque afinal, porque não podemos fazer aquilo que nos apetece quando nos apetece? O que nos impede? Quem nos impede? Existem consequências? Claro, obvio! Sempre irão existir! Mas porque não pensamos nas consequências quando elas (realmente) chegam? Porque temos de pensar 3 dias antes se só daqui a 3 dias é que as coisas irão aparecer ou sequer (possivelmente) acontecer?
Porque não podemos simplesmente decidir fazer as coisas da forma como queremos? Se não der certo voltamos atrás e voltamos a fazer tudo de novo, e daí? Porque não pode ser assim?

Gosto de pensar desta forma... aquilo que me apetece fazer com a minha vida, o meu corpo e com aquilo que me rodeia, serei EU que terei de sofrer as consequências e lidar com elas na MINHA consciência! Porque fui eu quem decidiu, apenas eu, logo se as consequências serão minhas serei eu quem terá de sentir algum tipo de preocupação com, e se não sinto, penso que estou bem resolvida na vida! 

E porque não podem as pessoas ser todas assim? Não seria a vida um pouco mais leve se todos pensássemos assim? Quando nos libertamos de todas as consequências, todos os pensamentos, todos os porquês e todos aqueles "não vou fazer porque não é certo" a vida acaba por ficar mais simples e menos séria!
Deveríamos pensar que aquilo que mais nos irá dar prazer serão as coisas feitas no momento em que sentimos vontade de as fazer e sim, fazê-las no risco, da forma que nos sentimos confortáveis e com quem nos sentimos confortáveis.

E se não der certo, fazemos na mesma! 
Se der medo, vamos com medo mesmo! 
Se iremos perder coisas pelo caminho? Provavelmente! 
Se iremos sentir demais? Sim, sempre sentimos! 
Se iremos magoar alguém? Sem dúvida! 
Se nos iremos magoar? Tão garantidamente quanto a morte!

Mas se pensarmos em tudo isto por breves segundos antes de fazermos o que quer que seja, posso garantir que nada na vida será concretizado, realizado ou sequer atingido. Porque todas estas questões são nada mais que medos, que fazem questão de nos por a cabeça ás voltas e de nos bloquear as ações, os movimentos e o prazer que iremos sentir nas coisas.

Por tudo isto, serei sempre apologista de sermos servos da nossa vontade, mesmo que seja momentânea, instintiva, impulsiva, impensada, cacete! E simplesmente nos rendermos aos pequenos prazeres que nos trazem as pessoas, os sentimentos, os momentos. 
E se tudo der errado, qual o problema? Sofrer faz parte do ser humano, e daí se irá doer? Não é preciso doer para saber como se cura?

A única coisa que poderá bloquear aquilo que desejamos será sempre nós mesmos. Só nós nos autobloqueamos (tão estranho isto, que nem é uma palavra definida no dicionário, extraordinário não!?) de realizar aquilo que verdadeiramente queremos, porque nada, nada é impossível até concretizarmos que realmente é ou não possivel!

E acho que hoje se tivesse que "aconselhar" alguém sobre isto diria: "Vai atrás daquilo que realmente queres. Mesmo que dentro de ti o medo seja maior que a vontade de realizares um grande sonho ou fazer algo simples, estúpido ou idiota, faz! Apenas faz! 
Porque se tens vontade de o fazer é porque à partida já sabes que será algo que te irá trazer prazer! E mesmo que a tua consciência te grite que é errado ou que te vais magoar, faz na mesma!
Apenas faz, porque por pelo menos 2 segundos foste feliz! E sempre será melhor perderes 2 segundos feliz e completo contigo mesmo que passar 2 minutos a te sentires uma porcaria porque não tentaste! Não te sentirás pior se não tentares? Não será pior ficares a pensar em como seria?Eu tenho a certeza que sim!
Até porque as nuvens são bonitas e podes lá ir sonhar, mas terás sempre de descer. E quando o fizeres a consciência irá gritar o "poderias ter feito e não fizeste, agora já é tarde!" e isto? Isto sim é errado! Se tens vontade de fazer, faz! Se tens vontade de dizer aquela coisa que tens presa em ti à tanto tempo e não tens coragem de dizer, diz! Se tens vontade de abraçar, Abraça! Se tens vontade de beijar, Beija! Se tens vontade de ser rebelde, certinho ou sequer de ser ninguém, Sê apenas! Faz aquilo que sentes vontade e acima de tudo faz aquilo que trará prazer a TI!"

Se tudo isto é certo ou errado, eu não sei, e muito honestamente não me importa e não deveria importar ao resto dos comuns mortais, porque afinal o que levamos do mundo? Eu respondo! Tempo.. Levamos tempo! Mas aquele que irá ser recordado, será o que foi gasto com prazer! O outro tempo que dispendemos com porcaria, nem será lembrado! E isto é a realidade e isto sim é o certo de ser pensado!

segunda-feira, 28 de março de 2016

CrónicaseHistórias - A 1ª vez....


"Não "nasceram" em circunstâncias normais...
...

André um rapaz divertido, espontâneo, de sorriso cativante e uma postura corporal descontraída e profunda, profundamente cativante. 

Marisa uma rapariga de sorriso acanhado, um pouco desconfiada, mas descontraída com pessoas com as quais tinha confiança... um rosto bonito, não o mais bonito alguma vez visto, mas conhecida por possuir um olhar expressivo e uma presença marcante pela forma como tocava as pessoas. 

Conhecidos de vista... até André se ter deixado levar pelos impulsos; convidou-a para tomar café... No meio de conversas soltas, sorrisos e olhares, André sabia perfeitamente como chegar no mais profundo de Marisa.. com palavras certas, olhares gritantes e toques certeiros.

Presentes naquelas quatro paredes, André respirou fundo e disse a Marisa:"A pessoa certa ainda poderá vir!".
Ao qual Marisa retorquiu: "Isso não existe!" e num ato, perfeitamente definidor de André disse-lhe: "Marisa... Beija-me!".
Marisa olhou para André, sorriu e respondeu: "Não! Aqui não! Ainda não...".
André levantou-se, abraçou-a e despedindo-se dela com um beijo no rosto afastou-se deixando uma troca de olhares prometedora de uma resposta positiva à negação que acabara de receber.
....

Entre conversas, cafés, olhares e provocações (...) Marisa ficou encostada à parede. Apagou a luz fechou a porta e encostou-se a André. Sem conversar ficaram ambos a olhar um para o outro e abraçados ficaram no escuro...
O telefone de André tocou, por instantes respondeu a quem estava do lado oposto da linha, segurando o ombro de Marisa, subindo com as pontas dos dedos pelo seu pescoço...respondendo Marisa com um pequeno beijo no pescoço de André. 

Entraram os dois em acordo com o avançar da hora... Marisa abriu a porta ficando encostada ao parapeito a olhar para André tendo este lançado para Marisa: "Saí daí. Não olhes assim para mim senão não consigo ir embora! E não podemos continuar com isto!"
Respondendo Marisa: "Então não vás! E isto o quê?" 
-"Isto de ter vontade de te beijar e não poder!"
-"Então não penses. Não peças autorização. Faz simplesmente!".
Com menos de três passos André veio na direção de Marisa agarrou-a pelo pescoço, suspirou de leve e beijou-a. 
Um beijo suave, calmo, ligeiramente apressado, mas esperado; impulsivamente fechou os olhos e beijou-a. Sem pensar nas consequências e no porquê da vontade que tinha de o fazer. 
Um ato sem pensar, necessário para ambos e com a certeza que a partir daqueles segundos tudo estaria em processo de mudança... para ele e certamente para ela."

CurtaeDireta - Solidão...


A solidão quando experimentada, tendencialmente, irá repetir-se! Talvez seja exatamente por esta razão que as pessoas sentem medo de estarem sozinhas... porque a partir do momento em que o fazem pela 1ª vez possivelmente irão fazê-lo continuamente. Ou então não e isto sou apenas eu! 

quarta-feira, 23 de março de 2016

ComoEuVejo - Coragem!

Não são muitas as pessoas que a têm. E para poder ser sincera nem sei como funciona... não sei como é possivel ganhá-la? Adquiri-la? Tê-la de forma permanente? Talvez não conheça por ser algo raro, algo que realmente poucas pessoas têm!

Mas do meu ponto de vista considero alguém com coragem, aqueles que conseguem tomar as decisões mais acertadas sem terem de pensar duas vezes; coragem é ser capaz de lidar com as dificuldades sem pensar nas consequências, no caminho que é necessário percorrer para chegar ao objetivo final e em todas as pedras que trazem às costas para mais tarde poder construir um império.

Coragem, talvez seja, olhar nos olhos do medo, da dúvida, da incerteza, da ansiedade e de todas e tantas possibilidades e saber que a necessidade primária não está na sobrevivência, mas na escolha de simplesmente viver...

Coragem, talvez seja, saber conviver com dor, mágoa e solidão e ainda assim saber como acordar mais um dia disposto a encontrar razões para querer viver, porque talvez seja isto que valha a pena... viver!
Porque viver exige sim coragem... por mais simples ou complexo que seja, com mais ou menos intensidade, com muita ou pouca vontade... corajosos serão sempre aqueles que abraçam as dificuldades, que camuflam as cicatrizes e arrancam a dor de um lugar que provavelmente não deveria existir dentro do ser humano... para escolherem só viver!

Não sei muito de coragem. Conheço quem a tenha. Conheço quem nem sequer tenha idade para o ser, mas foi forçado a sê-lo. Conheço quem sofreu e talvez esteja em busca de coragem para seguir em frente. Conheço quem nasceu com coragem sem sequer ter "sofrido", só porque consegue tomar decisões de forma consciente e fria.

Não sei muito de coragem, mas sei que ela existe... com ou sem dor, com ou sem esforço, mas existe nos lugares e nas pessoas mais improváveis, nas situações mais inesperadas...

No fundo acho que coragem é algo que quando realmente se tem, tem-se de verdade, por ser obrigatório senti-la e aplicá-la efetivamente... sem rodeios e "meios termos" ou meias medidas!

CurtaeDireta - Desistir...

Por vezes desistir não é um "ato de Amor", mas sim um ato de Consciência e Necessidade!

domingo, 20 de março de 2016

CrónicaseHistórias - Não te quero!


"- Como ficaste assim? Porquê? Eu sei que não eras assim! 

- Não sei. Eu sempre fui assim!

-Mentira! Sei que um dia foste atrás de alguém.. que já fizeste tudo por alguém. Porque o fizeste?

-Sim fui e sim fiz. Porque me sentia bem!

-Então e o que mudou agora?

-Talvez eu tenha mudado... 

- Não mudaste! Só desististe de tentar. Por teres medo...

-Medo? Medo de quê?

- Medo de te entregares e de te magoarem de novo como ela fez contigo... porque entregaste tudo o que eras e aquilo que nunca pensaste ser!

-Sim! Tens razão... 

- E é por isso que não queres... não ME queres!

- Sim talvez por isso não, eu não te quero!"

CurtaeDireta - A verdade!

"- Não te vou enganar, vai doer para c**alho! Mas tem de doer para poder ficar melhor no final!"



Em: conselhos de uma espécie de Psicóloga!

ComoEuVejo - Comodismo!


Vivi pelo período de quase 10 anos sobre influência dele. E pessoalmente posso dizer que é algo que (possivelmente) torna tudo mais fácil, mais simples, menos confuso e possivelmente mais calmo. Até ao dia em que deixa de ser tudo isto para dar lugar a um grande buraco no meio de uma grande e densa escuridão! 

Na humilde opinião de quem viveu pouco e sabe pouco da vida, o comodismo é aquilo que mais aprisiona e bloqueia as pessoas. Impedindo-as (sim!) de tomarem atitudes e decisões que permitem seguir em frente ao invés de andar sempre em sentido de marcha inversa. 
Porque sim, comodismo é nada mais que conforto... e até mesmo quando se está confortável, chega um momento que deixa de o ser.. dando lugar a rotinas e repetições!

E atenção que nunca poderemos dizer que rotinas ou repetições são algo com uma conotação negativa, pelo contrário... rotinas são coisas positivas, marcam um compasso, um ritmo, uma estrutura. Repetições serão sempre positivas quando nos trazem algo prazeroso, agradável e até desejável. 

Mas sei com toda a certeza, mesmo sem ter vivido muito, que quando sentimos o comodismo na pele, é o primeiro sinal de alerta de que algo está em ponto de mudança! 
Porque sim o ser humano, e em particular as Mulheres, têm sempre necessidade de mais. Sede de mais a cada dia! 
Nada nunca é suficientemente bom ou perfeito. Porque a necessidade e a procura de algo "a mais" é sempre um indicador de que algo não está correto, alinhado, formatado... perfeito. 

E não, isto não é exigência, posso garantir que não é! É querer algo mais que rotinas aborrecidas, sem novidade e sem borboletas no estômago porque não existe algo diferente, algo novo. Quando não existe expectativa, novidade, adrenalina, aventura, descoberta... o mundo vai deixando de girar num sentido alinhado para girar num sentido aleatório e sem estrutura ou sentido!

Peço desculpa, mas convinhamos que é o cumulo do comodismo quando dizemos que viver a vida de trabalho-casa, almoços de domingo com a sogra e sexo rotineiro durante a semana é algo agradável e com sabor a vida, ao dizer isto em voz alta estamos a mentir a nós mesmo, peço desculpa! 

Porque quem for inteligente que chegue para pensar nisto comedidamente, irá compreender que isto faz sentido! 

E sim é possivel saber fazer um balanço entre o "amo-te e quero estar contigo" e o "desculpa mas vou sair com os amigos hoje"! Há tempo, balanço e equilíbrio para tudo.. e isto é sair dos comodismos e viver a vida no balanço certo, no ritmo adequado e na rotina de interesse. 

Nunca fui a favor do comodismo, na verdade! 

Desde bem nova, quando tinha ainda menos noção de vida do que a que tenho hoje, já sabia, dizia e fazia com que as rotinas fossem quebradas. E o mais interessante é que no dia em que me "rendi" ao comodismo, foi quando me anulei. Quando me esqueci de quem era e naquilo que acreditava e defendia. 
Porque sim, é no dia que nos rendemos aos conformismos e às circunstâncias da vida que se dá incio ao sofrimento, às cobranças, às exigências e às anulações. E isto pralém de não ser vida, não é ser alguém com vida!

E sei.. que rendermo-nos aos comodismo diários é algo fácil, simples e sem complicações. Mas é nele que encontramos as frustrações, as ânsias, o peso das perdas e os constantes arrependimentos.
Por isto e mais qualquer coisa, serei sempre contra o comodismo e contra as rotinas sem o tempero de adrenalina e borboletas no estômago. Se isto faz de mim uma pessoa lamechas, maricas ou sequer com um pingo de romance nos ossos, sinto muito, mas NÃO ME INTERESSA PRA NADA! 

Porque acomodam-se os fracos e as aqueles que não têm sede de vida.. onde passear o cão no quintal, ir ao café do sitio e querer as mesmas pessoas sem graça é o bastante para querer, de consciência, rejeitar coisas e pessoas com vontade vida e sem desejo de se renderem ao conforto do conformismo...

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quinta-feira, 17 de março de 2016

Hoje - Decisions, decisions!


"Ah quando ela vem escrever é porque a coisa está ruim..." Yap! 

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Hoje é daqueles dias em que paras e pensas: "Porra, como é possivel que caí de novo no mesmo erro, quando disse a mim mesma que não cairia de novo?"

Sim, hoje foi um destes dias. Um dia em que pela bilionésima vez, foi possível sentir que estava num corpo que não me pertencia e numa menta atormentada, cheia de questões, nas quais já nem faz sentido tentar responder... e que sim sou mestre em fazer figura de parva em vez de ser mestre em Psicologia! 

Porque sim mais uma vez confirmei que contrariei-me e caí no erro de pensar em possibilidades, esperanças e todas aquelas mariquices que como uma linda e bela burra sempre faço! 

Aaah, a constante esperança que ela deposita nas pessoas! Burra!

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"Parece uma burra que não aprende que não pode ir pelo caminho torto, quando no caminho torto já fez um entorse e ficou com os dois pés partidos. Burra!"

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O problema das pessoas está naquilo em que acreditam. Na esperança que depositam nas coisas. Nas pessoas. Na importância que dão ao momentos. Às palavras ditam da boca pra fora e pior de tudo... acreditam que existe um mundo perfeito, onde todas as pessoas compreendem como funciona a mente umas das outras e que todos gostam de todos de forma igualitária! LOL

ISTO NÃO EXISTE! E NUNCA EXISTIRÁ! SIMPLES!

Deveria dizer isto a mim mesma todos os dias, mas está tão difícil d'esta porra entrar, c***lho!

E são estes dias, estes os dias que confirmam que o problema está SIM em mim e não nos outros. Por esperar sempre que alguém compreenda a minha mente, que veja as coisas da forma que eu vejo, que deseje as mesmas coisas que eu e de preferência que as deseje em conjunto comigo... porque tenho fé nas pessoas. Porque gosto demasiado dos abraços, dos olhares, dos beijos e dos sentimentos... a merda dos sentimentos... e por ser assumidamente viciada em sentimentos! F*da-** Mariana! 

Mas, na verdade com o tempo percebi que estas coisas foram deixando de fazer pequenos buracos no meu coração, porque instrui-me que tinha de deixar de ter um.. até ao dia que deixarei de ter mesmo, para passar a ser uma pessoa fria e seca. Onde eu seja viciada em tudo menos em sentimentos! 

Hoje... foi o dia que pus uma recente decisão em prática... Deixar de me importar, não correr atrás de quem não quer e desistir de lutar as batalhas que não me pertencem! 

Porque é em dias como este que sentamo-nos sozinhos no silêncio propositadamente para deprimir e percebemos que as lágrimas já secaram, não se reproduzem mais ou com sentimento... será isto um bom sinal? 

Suponho que sim... espero definitivamente que sim!