segunda-feira, 28 de março de 2016

CrónicaseHistórias - A 1ª vez....


"Não "nasceram" em circunstâncias normais...
...

André um rapaz divertido, espontâneo, de sorriso cativante e uma postura corporal descontraída e profunda, profundamente cativante. 

Marisa uma rapariga de sorriso acanhado, um pouco desconfiada, mas descontraída com pessoas com as quais tinha confiança... um rosto bonito, não o mais bonito alguma vez visto, mas conhecida por possuir um olhar expressivo e uma presença marcante pela forma como tocava as pessoas. 

Conhecidos de vista... até André se ter deixado levar pelos impulsos; convidou-a para tomar café... No meio de conversas soltas, sorrisos e olhares, André sabia perfeitamente como chegar no mais profundo de Marisa.. com palavras certas, olhares gritantes e toques certeiros.

Presentes naquelas quatro paredes, André respirou fundo e disse a Marisa:"A pessoa certa ainda poderá vir!".
Ao qual Marisa retorquiu: "Isso não existe!" e num ato, perfeitamente definidor de André disse-lhe: "Marisa... Beija-me!".
Marisa olhou para André, sorriu e respondeu: "Não! Aqui não! Ainda não...".
André levantou-se, abraçou-a e despedindo-se dela com um beijo no rosto afastou-se deixando uma troca de olhares prometedora de uma resposta positiva à negação que acabara de receber.
....

Entre conversas, cafés, olhares e provocações (...) Marisa ficou encostada à parede. Apagou a luz fechou a porta e encostou-se a André. Sem conversar ficaram ambos a olhar um para o outro e abraçados ficaram no escuro...
O telefone de André tocou, por instantes respondeu a quem estava do lado oposto da linha, segurando o ombro de Marisa, subindo com as pontas dos dedos pelo seu pescoço...respondendo Marisa com um pequeno beijo no pescoço de André. 

Entraram os dois em acordo com o avançar da hora... Marisa abriu a porta ficando encostada ao parapeito a olhar para André tendo este lançado para Marisa: "Saí daí. Não olhes assim para mim senão não consigo ir embora! E não podemos continuar com isto!"
Respondendo Marisa: "Então não vás! E isto o quê?" 
-"Isto de ter vontade de te beijar e não poder!"
-"Então não penses. Não peças autorização. Faz simplesmente!".
Com menos de três passos André veio na direção de Marisa agarrou-a pelo pescoço, suspirou de leve e beijou-a. 
Um beijo suave, calmo, ligeiramente apressado, mas esperado; impulsivamente fechou os olhos e beijou-a. Sem pensar nas consequências e no porquê da vontade que tinha de o fazer. 
Um ato sem pensar, necessário para ambos e com a certeza que a partir daqueles segundos tudo estaria em processo de mudança... para ele e certamente para ela."

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